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Unimed-BH-On-line nº679

Superando desafios: cooperados completam provas no All Limits

No dia 10 de maio, a Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, recebeu mais uma edição do All Limits, evento que reúne atletas em provas de travessia aquática, corrida cross country e triathlon. Entre os participantes, quatro cooperados da Unimed-BH encararam o desafio: o diretor-presidente Frederico Peret, Delzio Bicalho, da Ginecologia e Obstetrícia, Paulo Randal Junior, da Ortopedia e Traumatologia, e Fernando Assunção, da Nefrologia.


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Da esquerda para a direita: Paulo Randal, Frederico Peret, Fernando Assunção e Delzio Bicalho, no pódio com o troféu de 1º lugar na sua categoria. 

Além de muita motivação, eles carregaram para a prova algo que faz parte da rotina médica: disciplina, resistência, capacidade de adaptação e equilíbrio emocional.



Para o ginecologista e obstetra Delzio Bicalho, de 67 anos, o triathlon representa uma extensão da própria maneira de viver. Há cerca de dois anos dedicado à modalidade, ele acumula participações em competições pelo Brasil e já conquistou resultados expressivos, como a vitória no Challenge Fortaleza, e o 1º lugar em sua categoria neste último All Limits.

“Entendi que não sou médico além de ser triathleta, sou um médico melhor por causa do triathlon”, resume.

A trajetória esportiva começou bem antes, com a corrida de rua, há cerca de 14 anos. Vieram as provas de 5 km, 10 km, meias maratonas e maratonas. Depois, o triathlon ampliou os desafios e as reflexões.

“A prova começa primeiro na mente. O corpo responde à determinação e ao foco. O maior desafio é superar nossas próprias limitações e integrar o treino à rotina profissional."

A vivência esportiva também fortaleceu sua visão sobre o papel do médico como exemplo de hábitos saudáveis. Ao lembrar de um treino recente, Delzio descreve um pensamento que considera central em sua trajetória.

“Hoje eu já treinei, vou fazer quatro cirurgias e estou com mente e corpo em excelente estado. Acho que nós, médicos, precisamos viver aquilo que orientamos aos pacientes: atividade física, alimentação adequada e sono reparador.” 




Para o ortopedista Paulo Randal Junior, o esporte surgiu em um momento de forte pressão emocional e profissional. Durante a pandemia, com mudanças bruscas na rotina hospitalar e sobrecarga de trabalho, ele encontrou no triathlon uma forma de reorganizar a vida.

“O esporte foi um refúgio. Passei a correr mais e comecei no triathlon em 2020”.

Desde então, vieram provas olímpicas, competições de Ironman 70.3, dois Ironman Full e classificações para campeonatos mundiais. Além do triathlon, Paulo acumula experiências em grandes maratonas internacionais, como Buenos Aires e Chicago, esta última com tempo suficiente para atingir o índice classificatório da tradicional Maratona de Boston. No All Limits, participou da modalidade de ciclismo em revezamento e conquistou o 3º lugar. 

“O esporte fortalece muito minha atuação profissional e meu bem-estar como médico. Ele traz força, disposição e resiliência. Nos treinos longos e nas provas, aprendemos a lidar com imprevistos o tempo inteiro.”

Segundo Paulo, essa capacidade se transfere diretamente para o ambiente hospitalar.

“Na medicina, especialmente em cirurgias ou situações de urgência, manter a calma é fundamental. Cada paciente reage de uma forma. O esporte me ensinou a enfrentar os imprevistos com mais tranquilidade e eficiência.”


   



O nefrologista Fernando Assunção levou para a prova uma abordagem estruturada e orientada à alta performance. Ele conquistou o 11º lugar geral e o 4º na categoria de 40 a 49 anos, em um grupo competitivo de atletas. Para ele, o triathlon está diretamente conectado ao que defende na prática clínica:

“Completar uma prova de triathlon neste nível é parte do mesmo compromisso com a longevidade ativa que defendo clinicamente.”

Fernando destaca que o esporte não ocupa um espaço secundário na rotina, mas organiza sua forma de viver. “O esporte é parte estrutural da minha vida. Não é algo que faço quando sobra tempo. Ele melhora meu sono, minha alimentação e minha disciplina.”

Essa integração também impacta a relação com os pacientes.

“Quando o médico pratica o que prescreve, a mensagem tem outro peso. Trabalho com três pilares que considero inegociáveis: sono, dieta e atividade física.” 




Diretor-presidente da Unimed-BH, Frederico Peret também levou para a prova uma longa trajetória de conexão com o esporte. Desde a adolescência no atletismo, passando pelo futebol, corrida, ciclismo e natação, até chegar ao triathlon, a atividade física sempre esteve presente em sua rotina.

“É sempre um desafio equilibrar vida pessoal, vida profissional e saúde. Eu sou uma pessoa que busca esse equilíbrio, e o esporte precisa estar nessa equação.”

Para ele, a prática vai além da performance e se conecta a um propósito maior:

“Acredito no equilíbrio entre corpo, mente e espírito por meio da atividade física. Para termos uma vida longeva e saudável, dependemos de prevenção e de escolhas diárias. A prática de esportes é um dos caminhos. Cada um pode escolher o seu autocuidado e colocá-lo em prática. Esse é o meu convite para todos.”




No All Limits, cada atleta escolhe como quer testar seus limites. Para esses cooperados, o desafio vai além da competição. Entre plantões, cirurgias e responsabilidades diárias, eles mostram que cuidar da própria saúde também faz parte do exercício da medicina, e que disciplina, constância e equilíbrio podem atravessar qualquer linha de chegada.

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