Skip to content
  • Não há sugestões porque o campo de pesquisa está em branco.

Unimed-BH-On-line nº685

Artigo: Cooperar também é criar oportunidades

Frederico Peret, diretor-presidente da Unimed-BH

Todos os dias, decisões coletivas impactam a vida de milhares de pessoas. Muitas vezes, é a partir delas que surgem movimentos capazes de mudar trajetórias, ampliar horizontes, fortalecer comunidades e gerar desenvolvimento. E é nesse sentido que ganha força o cooperativismo.

Esse modelo de negócio é hoje uma das formas mais consistentes de promover transformação social. Ao conectar pessoas em torno de objetivos comuns, o cooperativismo demonstra, na prática, que desenvolvimento econômico e impacto social podem caminhar juntos, e que, quando a escolha é cooperar, os resultados se ampliam para toda a sociedade e se traduzem em acesso à educação, à cultura, ao trabalho e a condições mais adequadas de vida.

Neste 4 de julho, quando se celebra o Dia Internacional do Cooperativismo, vale refletir sobre a relevância dessa forma de organização que coloca as pessoas no centro das decisões e busca criar oportunidades reais para que indivíduos e comunidades avancem de forma sustentável.


Artigo cooperativismo-1

No campo da saúde, esse conceito ganha uma dimensão ainda mais ampla. Para cooperativas do setor, cuidar não significa apenas oferecer assistência médica de qualidade, mas também contribuir para que as pessoas tenham condições de viver melhor.

Em Minas Gerais, o cooperativismo de saúde mostra sua abrangência ao reunir quase 120 cooperativas e cerca de 56 mil cooperados para levar assistência a aproximadamente 3,9 milhões de pessoas.

Uma das expressões desse modelo é a própria Unimed-BH. Com mais de 5,4 mil médicos cooperados e 1,6 milhão de clientes, a cooperativa alia cuidado assistencial ao compromisso de contribuir para o fortalecimento das comunidades por meio de iniciativas socioculturais e socioambientais. E é nesse contexto que atua o Instituto Unimed-BH há mais de 20 anos. Somente em 2025, as ações do Instituto alcançaram cerca de 4 milhões de pessoas, promovendo acesso à arte, à geração de trabalho e renda, a experiências de aprendizado e ao empreendedorismo. Foram cerca de 60 iniciativas em 22 municípios, que contribuíram para a geração de mais de 40 mil postos de trabalho, direta e indiretamente.

O Papa Francisco disse, certa vez, sobre o papel transformador do cooperativismo ao afirmar que ele representa “a face mais humana da economia”. Essa visão reforça uma premissa essencial: gerar valor não significa apenas produzir resultados econômicos, mas também criar condições para que mais pessoas possam desenvolver seu potencial, acessar oportunidades e participar ativamente do progresso coletivo. É justamente nessa capacidade de conciliar crescimento, solidariedade e desenvolvimento social que reside a força do modelo e sua contribuição para a construção de uma sociedade mais justa e resiliente.

Fundamentadas pelo sétimo princípio do cooperativismo - “Interesse pela Comunidade” -, as cooperativas e seus cooperados mostram, todos os dias, que é possível atuar como agentes de impacto positivo, buscando impulsionar o desenvolvimento das comunidades em que estão presentes.

Cooperar é, portanto, investir em um futuro mais equilibrado, inclusivo e sustentável. Um futuro que só se constrói de forma coletiva.

← Página inicial