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Unimed-BH-On-line nº670

ANS divulga resultados do setor de saúde suplementar em 2025

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta terça, dia 17, os dados econômico-financeiros referentes ao ano de 2025. O setor de saúde suplementar registrou R$ 391,6 bilhões em receitas totais e lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões em 2025, aumento de 120% em relação ao ano anterior.

“Os dados mostram uma melhora no desempenho econômico-financeiro do setor em 2025, com redução da sinistralidade e crescimento do número de operadoras com resultado positivo”, destacou o diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, Jorge Aquino.

 

Desempenho das operadoras médico-hospitalares

As operadoras médico-hospitalares alcançaram, juntas, um lucro líquido de R$ 23,4 bilhões, impulsionado pelo aumento do resultado operacional – que atingiu o saldo positivo de R$ 9,8 bilhões – e pela contribuição do resultado financeiro.

Em um cenário de taxas de juros elevadas, as aplicações financeiras das operadoras médico-hospitalares totalizaram R$ 134,5 bilhões ao fim de 2025. O resultado financeiro do setor no período foi de R$ 14,7 bilhões.

A sinistralidade apurada em 2025 foi 81,7% (2,1 pontos percentuais abaixo do ano anterior) e o menor índice registrado desde 2020. A redução da sinistralidade é explicada principalmente pela recomposição das mensalidades, que superou a variação das despesas assistenciais, tendência observada desde 2023.

Judicialização

Os gastos judiciais das operadoras atingiram a marca de R$ 4,6 bilhões, um aumento em relação aos R$ 4 bilhões do ano anterior. Segundo a ANS, o aumento é condizente com as análises do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o volume de litígios no setor.


Segundo a  Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), o aumento contínuo dos custos assistenciais, da judicialização e da ocorrência de fraudes tem impactado diretamente na previsão financeira das operadoras, sobretudo das menores. Ainda de acordo com a entidade, nos últimos 12 meses, 63% dos custos com demandas judiciais no setor foram referentes a procedimentos ou tratamentos fora do rol de cobertura definido pela . Entre as operadoras de pequeno porte, essa proporção chega a 77%. 

Esse dado tem impacto no resultado operacional das pequenas e médias operadoras. A entidade aponta que este resultado foi negativo em R$ 200 milhões em 2025. O desempenho foi apurado a partir de cerca de 540 operadoras analisadas. Desse total, 45% das pequenas e médias registraram resultado operacional negativo em 2025. Entre as operadoras de pequeno porte, esse percentual chega a 50%.

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