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Unimed-BH On-line nº 683
ANS divulga resultados da saúde suplementar
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou na última semana o Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar com os dados das operadoras de planos de saúde referentes ao primeiro trimestre de 2026.
De forma geral, o setor teve resultado positivo, em nível semelhante com o mesmo período de 2025. De acordo com dados enviados à ANS pelas operadoras de planos de saúde e administradoras de benefícios, o setor registrou receitas totais de R$ 101 bilhões no 1º trimestre de 2026. No mesmo período, o lucro líquido acumulado foi de R$ 6,3 bilhões, o que corresponde a cerca de 6,2% da receita total.
Esse resultado é um pouco menor do que o registrado no 1º trimestre de 2025, quando o lucro chegou a R$ 7,1 bilhões, o maior valor da série histórica em termos nominais.
Ao todo, 77,7% das operadoras (604 entidades) encerraram o trimestre com resultado líquido positivo, mesmo patamar do 1° trimestre do ano anterior.
Desempenho das operadoras médico-hospitalares
As operadoras médico-hospitalares, que formam o principal segmento do setor, alcançaram, juntas, lucro líquido de R$ 6 bilhões no 1º trimestre de 2026, contra R$ 6,9 bilhões em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Já o resultado operacional alcançou R$ 3,4 bilhões entre receitas e despesas assistenciais, uma redução de 22% em relação ao ano anterior, quando o setor atingiu R$ 4,4 bilhões. A queda indica que a pressão de custos e o aumento da dependência de resultados financeiros estão sendo impulsionados por essa modalidade.

SINISTRALIDADE
Neste primeiro semestre, a sinistralidade registrou o índice de 81% (1,8 ponto percentual acima do apurado no ano anterior). Trata-se, historicamente, da terceira menor sinistralidade para o primeiro trimestre, desde a divulgação do Painel em 2018.

JUDICIALIZAÇÃO
Os custos das operadoras médico-hospitalares com a judicialização em 12 meses evoluiram de R$ 1,7 bilhão, no 1° trimestre de 2021, para R$ 5,1 bilhões em 2026.

Conceitos importantes
- Resultado operacional: Diferença entre receitas e despesas da operação de saúde (receitas das mensalidades e outras receitas operacionais deduzidas as despesas assistenciais, administrativas, de comercialização e outras despesas operacionais).
- Resultado financeiro: Diferença entre receitas e despesas financeiras.
- Resultado líquido: Soma dos resultados operacional, financeiro e patrimonial, acrescidos do efeito de impostos e participações.
- Sinistralidade: Percentual das receitas assistenciais utilizadas para o pagamento de despesas assistenciais.